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Workshop di Capoeira Angola con Mestre Indio e Mestre Lua Santana

L’Associação de Capoeira Angola Dobrada Bologna e Cesena invita tutti per un weekend di capoeira angola e vivência con Mestre Indio e Mestre Lua Santana il 5 e 6 novembre 2016 a Bologna.

Programma

Sabato 5 novembre
h.12 – 18
Domenica 6 novembre
h. 14 – 19

c/o Sala Coop Risanamento
Via Pasquale Muratori 4/2
Bologna

Costo

2 giorni: 25 euro
1 giorno: 15 euro

Se avete bisogno di ospitalità per dormire, fateci sapere per tempo, così ci organizziamo e cerchiamo di trovare un posto letto a tutti a casa delle persone del gruppo. Portate sacco a pelo e materassino.

Mestre Lua Santana

Fui batizado Raimundo Nonato Mota de Santana, quando nasci, filho de Xangô, de Antônio Anselmo de Santana e Aurisbela Mota de Santana, em Salvador, Bahia, no dia 27 de setembro do ano de 1962 (ou talvez ates). 
Lua é meu nome, hoje.
 Meu Mestre é Caiçara. Mas sou de um tempo em que, na Bahia, os Mestres eram muitos, e ninguém os chamava assim, nem eles mesmos se sabiam Mestres… Eram gente comum e pobre, do povo, e bem próximos da comunidade. Mas tanto sabiam do ofício que praticavam, da dança e do jogo da Capoeira Angola, da Ginga, da Malandragem e da Mandinga, que nós, os meninos de então, todos lhes pedíamos “a bênção”. E isso dizia tudo. Muito mais que a palavra “Mestre”. O resto era a atitude. E o respeito de quem queria aprender. Não a ser Mestre, mas a jogar Capoeira e a ter Sabedoria na Vida.
 Hoje os tempos são outros. Me chamam de Mestre Lua.
 Sobre isso digo apenas que um dia perguntei a Caiçara quando eu seria Mestre e ele me respondeu: “Quando eu morrer”.
Aos dez anos de idade minhas mãos curiosas descobriram a madeira: comecei a montar móveis convencionais e depois passei a fazer móveis rústicos, utensílios de cozinha…
 Trabalhava também com silk-screen, xilogravuras, jóias, instrumentos musicais, cenários…
 Mas a escultura sempre foi a minha maior paixão. 
A princípio, fazia entalhes e somente em 1977 nasceram as primeiras peças tridimensionais. 
Desde 1978 trabalhei nas ruas de Salvador, fazendo e vendendo entalhes.
 Atuei em entidades culturais como o Olodum e o Ilê Ayê, confeccionando esculturas que eram dadas como troféus nos seus eventos, elaborando murais e cartazes de divulgação. 
Nesse período, fazia placas sob encomenda, vendia em galerias e mantinha um ateliê no bairro da Liberdade.
 Participei de exposições na Alemanha (Berlim, Dresden, …), na Romênia, na Itália, na França e em diversos outros países da Europa, para os quais sempre levava os berimbaus e instrumentos de percussão feitos por mim e a arte da Capoeira Angola.
 Muitas das minhas peças encontram-se, hoje, no exterior, em poder de amigos ou na casa de compradores de lá.
O que busco expressar e tocar com meu trabalho é a própria essência humana, traduzida nas minhas experiências simples de agricultor e agro-reflorestador. O que sai das minhas mãos é o produto da minha relação cotidiana e íntima com a Terra, permeado do ideal profundo e um tanto pretensioso de ser agente de recuperação e promoção do equilíbrio ecológico, numa linguagem através da qual gostaria de resgatar, em mim e nos que observam meu trabalho, as raízes culturais e religiosas da Mãe África.